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Estudo revela que núcleo interno da Terra parou de girar

  • 20 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Pesquisadores da Universidade de Pequim, na China, identificaram mudanças no movimento do núcleo interno da Terra. Segundo a pesquisa, publicada na revista Nature Geoscience, o núcleo pode ter desacelerado, parado e começado a girar no sentido oposto ao da superfície do planeta. O estudo foi baseado na análise de dados sísmicos coletados entre 1990 e 2021.






Os cientistas compararam o tempo de propagação de ondas sísmicas geradas por terremotos que atravessaram o núcleo, identificando padrões que sugerem mudanças cíclicas em sua rotação. Até 2009, o núcleo interno girava ligeiramente mais rápido que a superfície terrestre. A partir desse ano, houve uma desaceleração, seguida por uma possível parada e início de rotação em sentido contrário.

Os pesquisadores acreditam que um fenômeno semelhante pode ter ocorrido na década de 1970, indicando a existência de um ciclo de aproximadamente 70 anos, marcado por oscilações na rotação do núcleo interno.

Estrutura e dinâmica do núcleo terrestre

O núcleo interno é uma esfera sólida composta principalmente de ferro e níquel, envolta por um núcleo externo líquido, cujo movimento gera o campo magnético da Terra. A rotação do núcleo interno é influenciada por esse campo magnético e pelas interações gravitacionais com o manto terrestre. O estudo sugere que desequilíbrios nessas forças podem causar variações periódicas na rotação do núcleo.

Possíveis impactos na superfície

As mudanças na rotação do núcleo podem ter efeitos secundários, como variações mínimas no comprimento do dia terrestre, na escala de milissegundos, detectáveis por instrumentos de alta precisão. Além disso, essas oscilações podem influenciar o campo magnético terrestre, que atua como escudo contra partículas solares e afeta sistemas de comunicação e navegação.

Implicações em processos geológicos

O estudo também levanta hipóteses sobre impactos indiretos na dinâmica interna do planeta, como a movimentação das placas tectônicas e a atividade sísmica. No entanto, os pesquisadores destacam que são necessários mais estudos para estabelecer relações diretas entre a rotação do núcleo e esses fenômenos.

Próximas etapas da pesquisa

A equipe planeja expandir a análise com dados sísmicos mais recentes para confirmar a continuidade do ciclo identificado. Eles também investigarão a correlação entre a rotação do núcleo e outros fenômenos, como variações no campo magnético e mudanças na atividade sísmica regional.

Especialistas independentes destacam que, embora as conclusões ainda sejam preliminares, a pesquisa contribui para o avanço no entendimento da estrutura interna da Terra. A detecção de ciclos de rotação no núcleo pode fornecer novos parâmetros para estudos geofísicos, com aplicações na previsão de mudanças naturais de longo prazo.

O estudo reforça a importância do monitoramento contínuo de sinais sísmicos como ferramenta para investigar a dinâmica terrestre e ampliar o conhecimento sobre as interações entre os componentes internos do planeta.


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