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Endometriose e Saúde da Mulher

  • 19 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura


A endometriose, uma doença que afeta mais de 7 milhões de pessoas no Brasil e 176 milhões em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), enfrenta grandes desafios para ser diagnosticada precocemente. Em média, uma mulher leva sete anos para receber o diagnóstico correto, de acordo com um estudo da Universidade de York.

O que é a endometriose?

A doença ocorre quando o endométrio (tecido que reveste o útero) cresce fora da cavidade uterina, atingindo órgãos como bexiga, intestino e outros. Entre os principais sintomas estão:

  • Cólicas menstruais intensas;

  • Dor durante a relação sexual;

  • Infertilidade;

  • Comprometimento da qualidade de vida física e emocional.

Desafios para o diagnóstico:

  1. Banalização da dor: Muitas vezes, a dor menstrual intensa é considerada "normal", o que retarda a busca por ajuda médica.

  2. Sintomas inespecíficos: A endometriose pode ser confundida com outras condições, como síndrome do intestino irritável ou cistite intersticial.

  3. Falta de preparo médico: Há uma lacuna na formação dos profissionais de saúde, que nem sempre estão capacitados para reconhecer os sinais precoces da doença ou interpretar exames de imagem avançados.

  4. Acesso limitado a especialistas e exames: A carência de recursos e especialistas dificulta o diagnóstico preciso.

Como é feito o diagnóstico?

  • Avaliação clínica: O médico analisa sintomas como dor pélvica crônica, cólicas intensas e dificuldade para engravidar.

  • Exames de imagem: Ultrassom transvaginal com preparo específico e ressonância magnética da pelve são essenciais para mapear a extensão da doença.

  • Outros exames: Podem ser solicitados histerossalpingografia, manometria anorretal, defecografia e avaliação do trato urinário, dependendo dos sintomas.

  • Laparoscopia: Embora não seja mais o padrão-ouro, é indicada em casos que exigem intervenção cirúrgica.

Quando procurar um médico?

É importante buscar ajuda médica quando:

  • A cólica menstrual é intensa e não melhora com analgésicos;

  • A dor persiste por mais de dois dias e interfere na rotina;

  • Há outros sintomas como dor durante relações sexuais ou dificuldade para engravidar.

Tratamentos disponíveis:

  • Medicamentos: Anticoncepcionais hormonais e DIU são opções para controle dos sintomas.

  • Cirurgia: Laparoscopia ou cirurgia robótica são indicadas em casos mais graves ou quando há comprometimento de órgãos.

  • Mudanças no estilo de vida: Alimentação saudável, redução de açúcar e farinha branca, prática de atividade física e acompanhamento psicológico são fundamentais para melhorar a qualidade de vida.

Impacto emocional:

A demora no diagnóstico e os sintomas debilitantes podem causar grande sofrimento emocional. Por isso, o apoio psicológico é crucial para ajudar as pacientes a lidar com os desafios da doença.

A endometriose é uma condição complexa que exige atenção multidisciplinar. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para melhorar a qualidade de vida das mulheres afetadas.


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