Soldados ucranianos descrevem retirada traumática da região de Kursk, na Rússia
- renato cordova
- 20 de mar.
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Soldados ucranianos que lutaram na região russa de Kursk relataram

uma retirada "catastrófica", comparando a situação a "um filme de terror". Eles enfrentaram fogo pesado, ataques constantes de drones russos e colunas de equipamentos destruídos. A Ucrânia perdeu o controle da cidade de Sudzha, a maior que ocupava na região, em meio a um colapso nas linhas de frente.
Cinco soldados, identificados por pseudônimos para proteger suas identidades, descreveram cenas de pânico e destruição. Eles relataram que as estradas estavam congestionadas com veículos queimados e feridos, enquanto drones russos atacavam sem parar. A logística ucraniana foi severamente afetada, com rotas de abastecimento cortadas e dificuldades para transportar armas, munições e suprimentos.
Um soldado, chamado "Volodymyr", descreveu a situação como "pânico e colapso", com drones russos monitorando as estradas 24 horas por dia. Outro, "Maksym", destacou o uso de drones kamikazes e de visão em primeira pessoa (FPV) pelos russos, que destruíram dezenas de veículos ucranianos. "Anton", um terceiro soldado, chamou a retirada de "catastrófica" e afirmou que a logística estava completamente paralisada.
A Rússia reuniu cerca de 70 mil soldados, incluindo tropas norte-coreanas, para retomar Kursk. A Ucrânia, por sua vez, enviou cerca de 12 mil soldados, muitos deles bem treinados e equipados com armas ocidentais. No entanto, a superioridade russa em drones e ataques aéreos foi decisiva.
Apesar da situação sombria, alguns soldados, como "Artem", ainda mantinham esperança. Ele afirmou que as tropas ucranianas resistiam "como leões" perto da aldeia de Loknya, criando uma zona-tampão que impedia os russos de avançarem para Sumy, na Ucrânia.
O general ucraniano Oleksandr Syrskyi afirmou que as tropas se retiraram para "posições mais favoráveis" e que a Rússia sofreu mais de 50 mil baixas. No entanto, analistas estimam que a Ucrânia já perdeu dois terços do território conquistado em Kursk desde agosto de 2023.
O presidente Volodymyr Zelensky declarou que a operação em Kursk "cumpriu sua tarefa", ao forçar a Rússia a retirar tropas do leste e aliviar a pressão sobre a cidade ucraniana de Pokrovsk. No entanto, o custo humano e material dessa operação ainda não está claro.



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